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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

In the cold november rain

Essa é a música que não sai da minha cabeça, desde que o mês começou, trazendo de volta o tempo que faz a fama de Londres, o frio que faz o corpo doer, a chuva que não cessa, o vento que bate e machuca. Choveu por oito dias consecutivos, sem trégua, sem nem um pedacinho de céu azul pra contar história. Tudo cinza. Às 15h já está ameaçando escurecer. Não é exagero. Inevitável é não perder a noção do tempo, não pensar que a madrugada se aproxima, quando ainda nem é hora do jantar. Inevitável é não deixar a melancolia tomar conta, não ser invadida por uma nuvem cinza, e não ficar pensando em como os poetas têm razão de usar a chuva, o frio, a noite, como metáfora para a tristeza. Inevitável é não escutar Los Hermanos no ipod, enquanto vejo as pessoas apressadas através da janela molhada do ônibus, pensando que a minha pressa é outra, que não quero ir pro mesmo lugar que elas. O consolo é que nada dura para sempre na chuva fria de novembro. Daqui a pouco a maré vira.